Victor dos Anjos

Foi um conselho recheado de boas intenções

que seguia na minha contramão

Segui por um tempo

Drenando meus oceanos por conta de castelos

Tinha 20, porém, já sabia

Seu conselho era desprovido de sabedoria

Mesmo assim resolvi experimentar

Assumi uma versão redutiva (palatável)

Contudo, não cortei meus ramos como você queria

Meu pecado, minha salvação

Eles continuaram crescendo mesmo na escuridão

Então, não há surpresa

No fato da escondida ter matado a redutiva

Alguns reivindicam os créditos

Mas, não são responsáveis pela autoria

Cenários passageiros

Não merecem mudanças profundas

Até porque não há nada para ser mudado

Até porque não há permanência

A alma se deslocou até onde os oceanos estavam escondidos

O corpo seguiu no automático

Seguiu sorrindo

A alma destrancou tudo que estava escondido

Uma inundação atingiu meu infinito

Recobrando memórias, recobrando histórias

A alma se deslocou até onde as feras estavam aprisionadas

A prisão não está mais selada

Deixe a fúria transitar

Sufocado no próprio infinito

Para morrer, e renascer mais vivo

Alguns reivindicam os créditos

Mas, não são responsáveis pela autoria

Alma dançando em meio a cores que não via

Corpo seguindo no automático

Nuances da vida

Respirando os sentimentos que inspiram

Os “bons” e os “maus”

Alma mergulhada no infinito

No caos

Corpo seguindo no automático

Esperando pelo momento certo

Reconexão metassensorial

O corpo expressará o infinito tal qual

A alma banhada no caos

Alguns reivindicam os créditos

Mas, não são responsáveis pela autoria